Alunas, alunos, educadores e familiares amadurecem juntos e constroem uma atmosfera saudável no ambiente escolar.
Autoria: Colégio Santa Maria
O conceito de adaptação tem muitos significados: acomodar, ajustar, adequar, apropriar, moldar, entre outros. Quando se fala em adaptação escolar, logo se imagina que crianças menores, na primeira infância, são as que mais necessitam de tempo para se ambientar e se apropriar de um novo espaço. Mas há aquelas que já no Ensino Fundamental mudam de colégio na metade de um ciclo, por razões diversas, como mudança de bairro, de cidade, ou até mesmo por insatisfação dos pais com questões pedagógicas relevantes.
A experiência de entrar em uma escola nova aos 9, 10 anos de idade ou mais, traz à criança e à família muita insegurança, questionamentos e, às vezes, medo. Medo de enfrentar o novo, o desconhecido, de não gostar, de sentir falta dos amigos da outra turma, da professora…Razões suficientes para que ambos os lados – escola e família – estejam mobilizados para atingir um objetivo comum, o de ver essa criança satisfeita, autônoma e pronta para novas aprendizagens.
De Recife para a capital dos arranha-céus
A professora Renata Ferrari, do 4º ano, já recebeu alunas e alunos novos muitas vezes. Só neste ano, ela tem em sua sala sete crianças que vieram de outras instituições, incluindo uma menina que morava em Recife (PE), a Maria Luiza. Vamos imaginar este cenário: uma família que mora em uma cidade com um clima totalmente diferente, onde existe praia para os momentos de lazer e descanso e, de repente, ter que mudar para São Paulo? Nada de praia, nada de calor o ano todo, cultura diferente, alimentação etc. Quanta variação! De temperatura, de cultura, de sotaque, de tipo de lazer…Sair de uma cidade litorânea para uma metrópole com mais de 12,3 milhões de pessoas, não deve ser nada fácil.


















