Alfabetização

“Quem ensina, aprende ao ensinar. E quem aprende, ensina ao aprender”

A frase acima, do educador Paulo Freire, é o extrato do que se vê na equipe docente responsável pela alfabetização em plena pandemia. Desafio dobrado pelo ensino remoto, novas abordagens, muita dedicação e dificuldades superadas graças ao apoio pedagógico alinhado aos novos tempos e às necessidades específicas.

Autoria: Gabriela M. Hirata e Cristiane R. Alarcon, professoras do 1º ano do Ensino Fundamental do Colégio Santa Maria

Vivemos em tempos de nos reinventar e de muitos desafios, dentre eles, alfabetizar durante a pandemia. Tivemos que nos adaptar, buscar novas estratégias, estudar e apurar ainda mais o nosso olhar com os novos alunos que recebemos em 2021 no 1º ano do Fundamental do Santa Maria.

Com a volta às aulas presenciais, fomos aos poucos resgatando e desenvolvendo as habilidades socioemocionais, como empatia, escuta e acolhimento, identificando também as dificuldades na tentativa de superar o déficit de aprendizagem.

Apoio pedagógico

Planos de ação foram colocados em prática e uma das estratégias potentes que iniciamos com sucesso foram as aulas de apoio em período oposto. Para elas, refletimos e elaboramos atividades contextualizadas com intencionalidade, pensando na individualidade de cada aluno e aluna.

Por quê? Porque as propostas passam a fazer mais sentido quando é entendido, de forma contextualizada, o que contribui para a motivação e aprendizagem. E isso realmente aconteceu nessas aulas especiais! Certa família nos relatou: “Quando meu filho consulta o calendário e se certifica que é terça-feira, diz que hoje é o dia de aprender a ler e escrever mais!”

Utilizamos também outras estratégias para atender aos nossos alunos que ainda não estavam prontos para a volta presencial: aulas de apoio online. Eles participaram de uma forma bem dinâmica, com recursos tecnológicos e visuais, interagindo positivamente com as propostas apresentadas.

Os avanços e interesses das crianças, tanto na modalidade presencial quanto nas aulas remotas, foram nítidos. Em grupos pequenos, interagiram, desafiaram os colegas e trocaram experiências na leitura e na escrita.

Sabemos que cada aluno tem uma forma própria de aprender. Quando os conhecemos bem, podemos planejar a melhor estratégia e o melhor caminho para que aprendam, pois todos são capazes. Esse é o nosso maior desafio: ensinar a todos.

Foram as mediações individualizadas e as trocas que fizeram com que os alunos se tornassem mais confiantes e seguros para se arriscarem, defrontando-se com novas possibilidades, novos desafios e, assim, avançassem.

O ganho é de todos

E nós, enquanto professoras, também crescemos e evoluímos, pois modificamos nosso modo de ensinar, ampliamos nossos recursos, buscando, por meio de estudos, pesquisas e muitas trocas na equipe, atingir as diversas formas de aprendizagem que nossos alunos expressaram.

As defasagens que revelaram devido à ausência escolar despertaram a necessidade de uma conexão mais estreita e afetiva, além da busca de novas ferramentas para promover a aprendizagem.

Antes de tudo, nos colocamos numa atitude investigativa e atenta, aproximando-nos ainda mais das famílias para identificar o contexto das relações com os estudos na quarentena. A compreensão das reações dos alunos nos ajudou a motivá-los com intencionalidade. Aprender e ensinar é, antes de qualquer coisa, uma relação humana de duas vias e que merece toda nossa atenção.

Educar é um processo contínuo, como bem sabemos, e o mais gratificante é confirmar a evolução de cada aluno, ver como cada um inicia o processo de alfabetização e como avança em cada etapa.

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