Atividade Física, Educação Infantil

Quando a escola respeita a infância, Educação Física vira brincadeira

Na Educação Infantil do Santa Maria, as atividades físicas tratam criança como criança, ou seja, valorizam o presente e a visão do corpo em movimento como um caminho para a educação integral.

Autoria: Claudio Natacci, professor de Educação Física do 2º ano do Ensino Fundamental.

Foi-se o tempo de uma Educação Física Infantil orientada para a repetição de movimentos técnicos e exercícios corporais mecanizados, que não fazem sentido e não têm significado para as crianças. Lembram-se daquelas aulas em que passávamos horas fazendo flexões de braço, abdominais ou correndo por dez minutos em volta da quadra? Esse modelo deu lugar a uma pedagogia que acredita em uma educação corporal que integra corpo e mente, fazer e compreender, sensível e inteligível.

Nossas aulas são encontros que privilegiam as interações, as brincadeiras, os jogos motores, os afetos e a felicidade. Não perdemos de vista a intencionalidade, trabalhamos o conhecimento corporal lúdico e criativo, ampliamos os saberes sobre os jogos, reconhecemos o universo das brincadeiras tradicionais infantis, ampliamos o leque de atividades socioculturais e proporcionamos experiências positivas com o corpo em movimento.

Brincando e aprendendo

 O brincar, que desempenha um papel decisivo no desenvolvimento integral da criança, ocupa um espaço de centralidade nas aulas. Enquanto as crianças brincam, aprendem, por exemplo, sobre organização, solução de problemas, concentração, coordenação, confiança, parceria, respeito, criatividade etc.

Os projetos didáticos são pensados a partir de propostas e atividades lúdicas, que dão prazer e não estimulam a competitividade. Os desafios corporais convidam as crianças a desenvolverem habilidades de motricidade e pensamento, da percepção (tátil, auditiva e visual), do esquema corporal e da estruturação espaço-temporal.

Tempo de movimento

Nesse momento que estamos vivendo, de confinamento e distanciamento físico, a tecnologia e os recursos eletrônicos tornam-se concorrentes e, muitas vezes, desestimulam o movimento e a prática da atividade física diária.  A tecnologia e o mundo virtual estão a nosso favor, mas com certeza, quando o assunto é a Educação Infantil, o melhor é dar preferência para a velha e boa brincadeira, aquela que, presencialmente, instiga o movimento, a convivência e a aprendizagem.

E para encerrar essa conversa, não poderia deixar de dizer que, nesses tempos tão difíceis, é necessário priorizar a criação dos vínculos e o desenvolvimento de relações de confiança que levam a criança a perceber que pode se arriscar e errar, sentindo-se protegida e confiante. Não esqueçamos que o corpo em movimento, a emoção e o afeto são fundamentais para o desenvolvimento infantil harmônico e saudável.

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