Educação Infantil

Olhares e confrontos… A mediação de conflitos na Educação Infantil

No ambiente escolar, as interações sociais, as relações interpessoais ocorrem constantemente e, com isso também surgem os conflitos entre as crianças, esses conflitos são naturais e necessários para o aprendizado da convivência, portanto, cabe a nós professores acompanharmos de perto as brincadeiras em locais abertos e fechados, a divisão de brinquedos, os momentos de jogos ou qualquer outra situação, pois os conflitos podem ocorrer por vários motivos; sejam eles por interesse pelo mesmo brinquedo e/ou espaço, por ciúmes das amizades ou simplesmente pelo sentimento de posse dos objetos, entre tantos outros.

Brincadeiras e interações em diversos espaços da escola.

Como mediadores, podemos auxiliá-los na ampliação do seu repertório de possibilidades, valorizando e incentivando a escuta, a tomada de decisão e assim, estimularmos a refletirem sobre as “boas” estratégias para a resolução de conflito.

Uma das principais estratégias é a comunicação, por meio dela, as crianças podem ser ouvidas, conseguem expor seu ponto de vista ao mesmo tempo ouvir o colega e assim, negociar, para entrar em acordo, como por exemplo na disputa de um brinquedo, por meio do diálogo precisam decidir se alguém ficará com ele, se brincarão juntos e assim, encontrar alguma solução.

A roda de conversa sobre variados assuntos faz parte do cotidiano na Educação Infantil.

Outras possibilidades de estratégia referem-se as dramatizações, as assembleias/ rodas do coração, nas quais as crianças podem representar diferentes papéis, usando fantoches e bonecos recriando cenas de conflitos vividas por elas. Com essas propostas, as crianças vão se percebendo e se colocando no lugar do outro.

Confecção do colar da amizade para simbolizar os vínculos e relações construídas a cada dia.

Dramatização.

É importante ressaltar que nós, enquanto adultos, não devemos resolver as situações de conflito das crianças, mas oferecermos todo o suporte necessário para que elas inicialmente se acalmem, consigam verbalizar e escutar o outro e, dessa forma, juntas decidir por meio de experiências vividas e construir um repertório de possiblidades para solucionar as situações de conflito.

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