Alfabetização, Educação Infantil

Passa a peneira menina, deixa a peneira passar…

Para desenvolver a oralidade das crianças na Educação Infantil, a equipe docente do Santa Maria faz uso de recursos variados, que levam à integração e ao encantamento.

Autoria: Gisele Magalhães Coli, professora do Jardim I e Pré da Educação Infantil do Colégio Santa Maria.

Na Educação Infantil, um dos focos de desenvolvimento é a oralidade. Reconto, parlenda, trava-língua, brincadeira cantada, cantiga de roda e poesia são ferramentas que lançamos mão para possibilitar que as crianças ampliem o vocabulário, memorizem trechos e falas, utilizem expressões e palavras que aparecem nos diversos contextos, fiquem atentas à sequência dos acontecimentos e percebam a comunicação da escrita dos diferentes portadores.

Nossas escolhas pedagógicas buscam assegurar aprendizagens por meio de brincadeiras que acalmam, entretêm, encantam e desenvolvem habilidades essenciais da primeira infância, como observar, identificar, diferenciar, comparar, memorizar, recitar, imitar, falar, imagina e ler (não convencionalmente).

Na verdade, esses encontros promovem a construção de bases sólidas para que as crianças participem plenamente de situações orais, onde a imaginação, a emoção e o pensamento crítico e criativo evocam sensações e lembranças afetivas. Nesse caso, por conta dos ritmos melódicos, das rimas, repetições e do próprio caráter lúdico.

Sem falar que, por meio dessa multiplicidade de experiências, é possível trabalhar aspectos da consciência fonológica, extremamente necessários para o processo de alfabetização. E ainda viver a diversidade cultural, a ampliação de acervos com narrativas e brincadeiras da tradição popular em momentos preciosos como “passa a peneira, menina”, falar com o “tatu tá aí?” ou “ir à feira comprar uva para encontrar uma coruja”.

Como diz a professora Ana Goulart: “Na primeira infância, ler com os ouvidos é mais fundamental que ler com os olhos. Ao ler com os ouvidos, a criança não apenas se insere no discurso escrito, como também experimenta a voz da escrita”.

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