Compreender os próprios sentimentos na primeira infância e as emoções que eles provocam, é o ponto de partida para trabalhar a empatia, algo que muitos conhecem, mas nem todos praticam
Autoria: Gisele Coli Nahime – Professora do Pré e Eliane Lima – Orientadora Pedagógica da Educação Infantil
“Um encontro de dois: olho a olho, face a face
E quando estiveres perto, arrancarei teus olhos
e os colocarei no lugar dos meus
e tu arrancarás meus olhos
e os colocarás no lugar dos teus
e então, eu te olharei com teus olhos
e tu me olharás com os meus.”
(“Convite ao encontro”, por Jacob Levy Moreno)

“O significado de empatia, segundo o dicionário Michaelis, consiste na habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa, na compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações do outro; qualquer ato de envolvimento emocional em relação a uma pessoa, a um grupo e a uma cultura”.
Neste contexto, como ensinar as crianças pequenas a serem empáticas?
Primeiro, tendo contato com seus próprios sentimentos, ou seja, compreendendo o que significa sentir amor, gratidão, compaixão, decepção, prazer, culpa… é viver nas relações entre pares (amigos, pais, parentes, professores etc.) a possibilidade de conversar sobre esses sentimentos e as emoções que são evocadas a partir deles.
É, por exemplo, compreender que tudo bem sentir tristeza, mas que é importante conversar sobre ela; que sentimos medo, mas o quanto é preciso enfrentá-lo com ou sem ajuda; que a alegria é uma manifestação que traz felicidade, mas que não tem problema às vezes não estarmos tão felizes assim!



















