Ex-alunos

Muito além do que está nos livros

Aluno do Santa Maria venceu a Olimpíada Brasileira de Neurociências em 2020. A intensa preparação para as provas ajudou na decisão de prestar Medicina, mas os ganhos extrapolaram o conhecimento acadêmico.

Cursando a 3ª série do Ensino Médio, João Vignola de Carlo foi incentivado por uma colega a participar da Olimpíada Brasileira de Neurociências no ano passado. Pouco antes da pandemia resultar na suspensão das aulas presenciais, ele já estava imerso nos estudos sob orientação da bióloga e coordenadora da área de Ciências da Natureza do Ensino Médio no Santa Maria, Maria Soledad Más Gandini.

O curso preparatório para a etapa estadual foi ministrado pelo Hospital Albert Einstein e a orientadora montou um programa semanal de estudos com roteiro e fontes de pesquisa. “O estudo da neurociência para as olimpíadas (paulista e brasileira) contribuiu para a construção de autonomia de estudo do João, o que foi importante para sua preparação para o vestibular, uma vez que ele não fez cursinho”, afirma Maria Soledad.

Por falar em vestibular, foi depois deste período de preparação que o estudante decidiu cursar Medicina. “Ao me aprofundar no assunto, percebi que a Neurociência tem muito a ver com as nossas experiências cotidianas. Isso ampliou o meu olhar e também me fez valorizar mais a profissão da minha mãe, que é fonoaudióloga”, explica o estudante.

João saiu vencedor da Olimpíada Brasileira de Neurociências, cuja prova final ocorreu no dia 12 de dezembro, foi on-line e dissertativa, e exigiu conhecimentos aprofundados em neuroanatomia, neurofisiologia e neurociências clínicas.

O agora ex-estudante do Santa Maria já havia participado de outras olimpíadas do conhecimento. Foi medalha de prata na Olimpíada de Astronomia de 2019 e ficou entre os 50 melhores candidatos nas seletivas para a Olimpíada Internacional de Astronomia, que aconteceu no Rio de Janeiro no mesmo ano. Em 2020, ele também se classificou para a Olimpíada Brasileira de Química. Ainda em 2020, o estudante foi medalhista de ouro na OBA, bronze na Olimpíada de Química de São Paulo e ouro na Brain Bee SP. Foi a medalha de bronze que o qualificou para a OBQ, que ele não pôde fazer por ter coincidido com a data do vestibular.

“Acho que o meu aprendizado com essas olimpíadas foi muito maior do que simplesmente o conteúdo que eu estudava para elas, com a preparação intensa. Mais do que isso, eu aprendi como funciona a ciência em si, como é o seu método, como é o seu funcionamento, a quais questionamentos ela se volta a compreender. Eu aprendi a perceber como o mundo é muito maior do que o que a gente imagina e como o aprendizado pode nos ajudar a entender todas as maravilhas que ainda estamos por descobrir. Mas também aprendi muito sobre mim mesmo. Sobre as formas como me relaciono com o estudo, com a escola, com minhas realizações pessoais. Consegui explorar o mar de possibilidades que tenho pela frente e fui incentivado a direcionar o meu olhar para focar no presente, pensando no futuro. De maneira geral, essas conquistas me proporcionaram os primeiros passos para eu me redescobrir e redescobrir o mundo”, declara.

O fato de ter sido campeão nacional da Olimpíada de Neurociências qualificou o estudante para a prova da Olimpíada Internacional de Neurociências – a International Brain Bee – que seria em Chicago e foi cancelada devido à pandemia. Por conta do cancelamento, João foi autorizado a disputar novamente o título nacional no dia 20 de junho, e concorrer ao prêmio internacional. É exatamente o que ele fará!

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