A importância do Fair Play
O fair play refere-se a um conjunto de valores e comportamentos que são considerados fundamentais para uma competição justa e saudável, como honestidade, responsabilidade, respeito pelos adversários, igualdade de oportunidades e boa conduta.
“Um ambiente menos hostil, sem nenhum tipo de pressão, de xingamento ou ofensa, faz o árbitro ficar mais tranquilo, e quando você está mais tranquilo, você desempenha um trabalho melhor. Um árbitro pressionado tende a errar mais”, respondeu Márcio para o professor Cleber.
Ao trazer o debate sobre fair play para a escola, os estudantes aprendem a valorizar a competição saudável e a entender que o esporte é mais do que vencer ou perder. Isso ajuda a desenvolver importantes habilidades sociais, como a empatia e a capacidade de trabalhar em equipe. Sem contar que poderá impactar as gerações futuras, tanto atletas como torcedores, que todos nós somos.
“O interesse das crianças sempre foi maior pelo contato com o atleta, o que faz com que elas tenham a visão de apenas um lado. O contato com o árbitro, que é mediador e é neutro, pode melhorar o comportamento delas. É muito raro um aluno entrar numa sala para ouvir um árbitro. Se isso for uma prática comum, vai fazer com que as crianças também enxerguem o esporte de uma forma neutra”, conclui Márcio.
Árbitro mirim
Alguns alunos do 3º ano já têm manifestado interesse por apitar jogos no Colégio. É o caso de Felipe Asprino, que também é apaixonado por um outro esporte, a Natação. Ele, inclusive, representa a Federação Paulista da modalidade. Justamente por não estar habituado a esportes coletivos, Felipe tinha uma certa dificuldade nas disputas. “Ele sempre foi muito competitivo, e no futebol na escola, ele não respeitava muito quando ficava muito atrás com a bola”, conta a mãe, Marina Lopes Asprino, que incentivou Felipe a participar dos jogos de uma forma saudável. “Ele pediu pra gente comprar o ‘kit juiz´com o dinheiro da mesada. Quando chegava do colégio, o Felipe dizia: ´mãe, eu estou separando o coração da razão porque meus amigos são muito próximos e às vezes fazem o que não é certo, mas eu tenho que fazer valer as regras do jogo’. Ele começou assim”, relata Marina.
Organizando os próximos campeonatos
O evento realizado no Santa Maria deu o start para um projeto da Educação Física para os próprios alunos e alunas organizarem campeonatos na escola. O professor Cléber vai montar as comissões e, a partir daí, as crianças terão a oportunidade de jogar dentro do conceito de fair play. “Nós vamos fazer um café da manhã e estabelecer as regras, vamos entregar o regulamento para eles”, explica Cleber, que vai supervisionar os alunos e dar suporte a eles.