Inserção Social, Metodologias Ativas

Por que há tantas religiões no mundo?

Jovens estudam relação entre cultura e religião, o desenvolvimento religioso ao longo dos séculos e sua diversidade e, principalmente, a necessidade de respeitar a fé de cada povo ou indivíduo.

Autoria: Caio Leite, professor de Ensino Religioso do 8º e 9º ano

A pergunta do título foi direcionada para as turmas do 8º ano do Ensino Fundamental do Santa Maria e tem como objetivo iniciar a discussão a respeito de Diversidade Religiosa, parte do Projeto da Série sobre Adolescência e Diversidade. Certamente há muitas respostas possíveis para serem apreciadas e discutidas a partir dessa inquietação.

O começo da jornada envolve analisar o papel da cultura e a relação dela com as várias manifestações humanas, entre elas a de se relacionar com o Sagrado. Aqui vale ressaltar a cultura como um conjunto tecido em complexo de ações dos seres humanos limitadas pelo tempo e circunscritas num determinado espaço, capazes de produzir sentido e significado para sua identidade e pertencimento coletivo (Clifford Geertz, em “A Interpretação das Culturas”). A imagem abaixo ajuda a compreender de maneira ilustrativa a ideia do autor: nas relações permanentes estabelecidas entre as pessoas, surge a cultura e nela há a religião.

Tão importante quanto identificar o papel da cultura na construção das religiões e em como elas se revelam no/pelo ser humano é percorrer os caminhos históricos das expressões de fé ao longo dos séculos. O cristianismo, com mais de dois mil anos de história, possui três grandes interpretações da mensagem de Jesus: o Catolicismo Romano, a Igreja Ortodoxa e a Reforma Protestante.

Cada um desses grupos tem especificidades e características capazes de mostrar a diversidade numa mesma religião, e a busca pela convivência harmônica, pacífica e construtiva revela-se um desafio e uma necessidade nas emergências do século XXI. Apesar disso, o movimento, por conhecer essas interpretações, não é uma tentativa de despersonalizar cada um desses grupos, na verdade é um elogio à diversidade e um clamor à boa convivência.

Um breve parênteses cabe aqui: a Campanha da Fraternidade de 2021 busca exatamente o diálogo entre esses grupos, de tal forma a perceber a importância da unidade na figura de Jesus e o respeito à diversidade.

Ainda cabe um último momento de reflexão: não se pode falar em diversidade religiosa sem se abrir para respeitar a fé em outras religiões. Por isso, pesquisar e descobrir como o islamismo e o judaísmo interpretam a relação de Deus com os seres humanos é um caminho importante para cessar com rótulos e preconceitos de cunho pejorativo e auxilia na construção de caminhos de respeito entre as pessoas.

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