Tecnologia Educacional

Acabou o chip? O nono ano tem a solução

Autoria: Paulo Roberto Andrade de Moraes – Professor de Geografia do 9º Ano do Colégio Santa Maria.

Um dos principais conteúdos desenvolvidos no nono ano, na unidade curricular de Geografia, é o estudo sobre o fenômeno da Globalização. Um fenômeno comum a esses alunos que já nasceram em um mundo globalizado, com a instantaneidade das informações, das facilidades dos smartphones e do acesso a produtos e serviços comuns em boa parte do planeta.

Os próprios alunos deram muitos exemplos, como relatos de viagens, ou comentários sobre as profissões de seus pais e mães, em que fazem parte de suas rotinas as viagens de negócios para outros países, conforme a atividade desenvolvida e as transnacionais em que atuam.

Ao estudarem as características do mundo globalizado, aprenderam sobre o aumento dos fluxos de mercadorias, de pessoas e de informações; o papel das transnacionais no mundo e a nova Divisão Internacional do Trabalho. Nesse contexto, identificam quais países desempenham determinados papeis no processo de produção industrial, e quais determinam o que será fabricado e de que forma.

A partir do processo acima citado, os alunos foram desafiados a proporem uma solução de um problema potencializado pela pandemia de Covid-19 e que deverá fazer o mundo repensar o processo produtivo. Por meio de leitura de notícias, tiveram conhecimento de que um produto minúsculo que é utilizado em praticamente todos os equipamentos eletrônicos, de calculadoras, a telas touch dos painéis dos carros, até produtos para a indústria aeroespacial, está em falta na indústria mundial: os semicondutores e chips.

Ao saberem que 70% dos chips do planeta são produzidos por China e Taiwan, conforme matéria “Chips provoca corrida entre nações para não depender da China”, divulgado pela Revista Veja, de 15 de janeiro de 2022, foram instigados a repensar esse processo, que concentra a produção em uma única região, pelas vantagens oferecidas como mão de obra qualificada e barata, além da infraestrutura para distribuição e logística. O mundo sofreu um apagão na produção quando indústrias desses países fecharam as portas no período de quarentena e a partir daí os alunos pensariam em uma nova lógica na produção desse item, considerando:

• principais mercados consumidores de chips e semicondutores;
• países que poderiam substituir e/ou dividir a produção desses itens pelo mundo para descentralizá-la, hoje em uma única região do globo;
• meios para transportar até os mercados consumidores, considerando os modais (aéreo, terrestre e aquático) considerando a relação custo-benefício no menor espaço de tempo e custo;

Para isso, foram necessárias pesquisas para que escolhessem esses países produtores, por meio de critérios como capacidade técnica e estrutural para a produção e distribuição desses produtos.

Essa atividade se mostrou bem interessante por proporcionar momentos em que os alunos puderam pensar em soluções de escala macro a problemas globais que impactam o dia-a-dia das pessoas. Entre as causas está a impossibilidade de as pessoas terem um novo produto eletroeletrônico, pelo simples fato de uma pequena peça (o chip) não estar disponível no mercado. Também reforçamos o estimulo a leituras de textos jornalísticos que tem como objetivo trazer repertório, aumento de vocabulário e relacionar os conteúdos aprendidos em sala com o cotidiano.

Dessa forma, elaboraram uma cartografia que representasse essas sugestões de rotas, em que mostraram perspicácia e estratégias para que o mundo não precise passar por problemas de falta de matéria-prima, como estamos vivenciando. Quem sabe não apareça um grande executivo estrategista a partir dessa atividade?

A seguir, temos alguns exemplos dessas novas rotas comerciais e regionalização dos polos produtivos, elaborados pelos alunos:


Produção elaborada pelas alunas Ana Luisa, Elisa e Sophia Daroque, do 9B


Produção de André Gonçalves, Murillo e Pedro Nagai, do 9A


Produção de Gabriel, João Gabriel e Pedro Nunes, do 9A.


Produção das alunas Isabela Sanches, Laura Capobianco e Sofia Carramaschi, do 9A.


Produção das alunas Joana e Mariana do 9B.

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