Professora Simone Machado – 5° ano
Todos os anos, estudantes de todo o Brasil se mobilizam para participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), uma iniciativa que já se tornou tradição em muitas escolas e que desperta o interesse pelo conhecimento científico de forma significativa e envolvente.
No Colégio Santa Maria, essa preparação é vivida com entusiasmo. Os estudantes se dedicam, pesquisam, questionam e ampliam seus conhecimentos sobre o universo, motivados não apenas pela possibilidade de conquistar medalhas, mas principalmente pela curiosidade e pelo desejo de compreender melhor o mundo ao seu redor.
As crianças do 5º ano também fazem parte dessa jornada. Desde o início do ano letivo, os conteúdos relacionados à astronomia vêm sendo explorados em sala de aula, permitindo que construam uma base sólida de conhecimentos. Entre eles, destacam-se a compreensão dos movimentos da Terra, rotação e translação, e suas consequências, como a alternância entre dias e noites e a ocorrência das estações do ano. Os educandos exploraram ainda as fases da Lua, a identificação de constelações, a observação do céu e a noção de orientação espacial. Além disso, tiveram contato com noções iniciais sobre o Sistema Solar, características dos planetas e diferenças entre corpos celestes, como estrelas, planetas e satélites naturais. Esses conhecimentos, trabalhados de forma contextualizada e investigativa, contribuem para que os estudantes desenvolvam não apenas conteúdos específicos, mas também habilidades de observação, análise e curiosidade científica.
À medida que a data da prova se aproxima, as experiências se tornam ainda mais concretas e significativas.
Um dos momentos marcantes dessa preparação foi a participação em uma palestra ministrada por um pai de aluna, que trouxe contribuições valiosas e aproximou ainda mais os estudantes do universo científico de forma prática e inspiradora. Durante esse encontro, as crianças aprenderam sobre o funcionamento dos diferentes tipos de satélites e como estamos diretamente dependentes deles em nosso cotidiano, seja para o uso do GPS, a previsão do tempo, a transmissão de sinais de televisão e comunicação. Também refletiram sobre um tema atual e de grande relevância: os impactos do lixo espacial e os desafios que ele representa para o futuro das missões e tecnologias orbitais.
Além disso, as turmas do 5° ano colocaram a mão na massa ao confeccionar foguetes de nível 2, utilizando garrafas PET. Essa atividade, tradicional na OBA, vai muito além de uma simples construção: ela envolve conceitos de física, como ação e reação, pressão e aerodinâmica, além de estimular habilidades como trabalho em equipe, planejamento e resolução de problemas.
O lançamento dos foguetes tem como principais objetivos compreender, na prática, os princípios científicos envolvidos no movimento, analisar o alcance e a trajetória, além de incentivar a investigação e o pensamento crítico. Mais do que alcançar grandes distâncias, o processo valoriza a experimentação, os ajustes e o aprendizado a partir de cada tentativa.
Preparar-se para a OBA, portanto, é muito mais do que estudar para uma prova: é vivenciar a ciência de forma ativa, despertar o interesse pelo conhecimento e desenvolver competências que vão acompanhar os estudantes por toda a vida.













