Educação em Pauta

O ar está em tudo: descobertas científicas no 5º ano

Invisível, mas essencial: em uma aula prática de Ciências no 5º ano, experimentos revelam que o ar tem massa, ocupa espaço e pode ser comprimido, transformando conceitos abstratos em descobertas concretas e despertando a curiosidade científica desde cedo.

 Autoria: Lucilei Spitaletti – Professora do 5º ano do Ensino Fundamental do Colégio Santa Maria

Você já parou para pensar no ar? Ele é invisível, não tem cheiro na maioria das vezes, mas está presente em todos os lugares! Foi com essa curiosidade que os estudantes do 5º ano embarcaram em uma aula cheia de descobertas, experimentos e muita participação.

Em vez de abrir o livro, começamos a aula de um jeito diferente: com experiências práticas. A proposta era simples, mas desafiadora — observar, levantar hipóteses e descobrir, na prática, como o ar se comporta.

Logo no início, os alunos participaram de um experimento que mostrou algo surpreendente: “o ar tem massa”. Utilizando uma espécie de balança feita com uma régua, foi possível perceber que, ao adicionar ar em um dos balões, ele ficava mais “pesado”, inclinando a régua. Esse momento despertou espanto e muitas perguntas — afinal, como algo invisível pode pesar?

Em seguida, outra descoberta importante: “o ar ocupa espaço”. Com o uso de uma garrafa pet e um aquário com água, a turma observou que, ao mergulhar rapidamente a garrafa, a água não conseguia entrar totalmente. Isso aconteceu porque já havia ar ocupando aquele espaço, mas ao mergulhar a garrafa inclinada, o ar saiu em forma de bolhas e a água ocupou seu lugar. Foi uma forma simples e eficaz de visualizar algo que, normalmente, não conseguimos ver.

A investigação continuou com um experimento utilizando uma seringa sem agulha. Ao pressionar o êmbolo, os estudantes perceberam que o ar pode ser comprimido — ou seja, pode ocupar menos espaço — mas apenas até certo limite. Esse experimento também ajudou a entender como o ar comprimido é utilizado no dia a dia, como ao encher pneus, por exemplo.

Ao final da aula, todos retomaram suas ideias iniciais e refletiram: será que pensavam da mesma forma antes dos experimentos? Muitos perceberam que aprenderam algo novo e até mudaram suas respostas — um sinal de que o conhecimento foi construído de forma significativa.

Mais do que aprender conceitos científicos, os estudantes vivenciaram a ciência na prática: observaram, questionaram, testaram e concluíram. Afinal, aprender ciência é também experimentar, descobrir e se encantar com o mundo ao nosso redor — mesmo com aquilo que não podemos ver, como o ar.

*Imagem em destaque meramente ilustrativa.

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