Quando a leitura deixa de ser um ato solitário e passa a dialogar com o outro, a aprendizagem se transforma em experiência coletiva, ampliando sentidos, escutas e possibilidades de pensamento.
Autoria: Renata Ferrari – Professora do 4º ano do Ensino Fundamental
Quando uma iniciativa individual impacta o coletivo e, ao mesmo tempo, é transformada por ele, a aprendizagem ganha novos sentidos. Foi assim que o 4º ano viveu um verdadeiro “desenho de aprendizagem” organizado em estações e experiências.
A leitura, como momento de internalização de ideias e de percepção do mundo sob diferentes perspectivas, é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento pessoal e acadêmico. Por meio dela, ampliamos o vocabulário, adquirimos novos conhecimentos e desenvolvemos o pensamento crítico.
O trabalho em equipe, por sua vez, ocupa lugar igualmente importante, tanto na escola quanto na vida. Ao colaborar, os alunos aprendem a escutar, dividir tarefas, negociar ideias e construir soluções em conjunto. Essas experiências fortalecem valores como respeito, paciência e senso de responsabilidade.
Ao unir o hábito da leitura ao engajamento no trabalho coletivo, os estudantes se tornam mais preparados para os desafios da vida. A escuta se torna mais atenta, a observação do pensamento do outro pode confirmar ou transformar caminhos iniciais, e o resultado passa a ser, essencialmente, coletivo.
O que permanece dessa vivência é a apropriação individual e a memória construída para as próximas experiências. O ciclo se renova e segue em movimento: do EU para o MUNDO, do MUNDO para o EU.
“Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê.”
Monteiro Lobato













