Da arte rupestre às produções infantis, a criação artística revela aquilo que nos move, nos alimenta e nos conecta ao mundo.
Autoria: Fernanda Luz – Professora de Arte do Ensino Fundamental
O estudo de Arte Rupestre desenvolvido pelos alunos do 2º ano do Ensino Fundamental evidenciou que, muito antes da escrita, o ser humano já se expressava por meio de imagens. O homem pré-histórico desenhava aquilo que desejava: a caça, o alimento, a própria sobrevivência; criar era, sobretudo, um “ato de viver”.
Inspiradas por esse gesto ancestral, as aulas de Arte conduziram os alunos à reflexão sobre os desejos que atravessam a humanidade ao longo do tempo e sobre aquilo que, hoje, nos mantém vivos: os afetos, os sonhos e as descobertas.
Como desdobramento dessa reflexão, cada criança elaborou uma composição sobre um prato de papelão, escolhido como elemento simbólico que remete ao alimento. Em cada traço, emergiram desejos, memórias e expressões singulares, revelando o impulso humano de dar forma ao que se sente e de compartilhar o que se é.
Assim, os alunos compreenderam que a arte é, desde os primórdios, um ato de comunicar, um modo de tornar visível o invisível, de transformar em imagem aquilo que habita o interior de cada ser humano.















