Emoção foi a palavra encontrada pela psicóloga Adriane G. Moraes para descrever esse momento. “E olha que eu não sou de chorar, mas dessa vez me emocionei demais”, completou.
A Ana Clara, de 4 anos, escolheu o irmão, Gabriel, que está no 5º ano, para dançar com ela. “Nossos pequenos nunca viveram isso! O acolhimento, o renovo, essa ressignificação de tudo o que vivemos nesses dois anos são muito marcantes”, completou Maiara Schwengber, psicóloga e mãe dos dois alunos.
E a festa seguiu durante todo o dia com performances de cada uma das séries e olhares atentos das famílias a cada apresentação. A cultura e os ritmos nordestinos foram muito bem representados pelas turmas do 2º, do 4º e do 8º ano, com clássicos, como Asa Branca e Anunciação, entre outras canções, que emocionaram o público presente. E tem como não se emocionar??

A alegria e a esperança de dias melhores deram o tom da festa. A cada troca de grupos, uma expectativa tomava conta do ginásio esportivo do Colégio. Foi um lindo encontro de gerações com familiares dispostos a garantir um espaço nas arquibancadas lotadas, e acompanhar os alunos que se prepararam para esse dia especial.
O centro-oeste do Brasil não ficou de fora das homenagens na dança do 3º ano, que trouxe um colorido singular através da cultura mato-grossense, que tem influências de origem indígena, sul-americana, europeia e africana. Aliás, a África, com seus ritmos e seu gingado, foi muito bem homenageada pelas turmas do 7º ano, que levaram alegria com coreografias cheias de energia.
Mas a quadrilha e o som do sertão ficaram de fora? É claro que não! A música sertaneja e as tradicionais quadrilhas que todos esperam numa festa junina vieram com as alunas e os alunos do 6º e do 9º ano. A tradição e o sertanejo do passado e do presente foram apresentados com passos autorais. Todos se envolveram de verdade nessa que é e sempre será a festa mais esperada por toda a família Santa Maria. “Está sendo um renascimento, parecia que nunca mais íamos voltar. Sinto as crianças muito mais felizes!”, disse a professora Veronice Rocha, a Verô, do 5º ano.

A alegria foi tão contagiante que no meio da festa, em um intervalo das danças, quatro mulheres de braços dados começaram a dançar no ritmo da música que tocava lá fora. “Eu sou apaixonada por essa escola, adoro essa festa, é uma delícia. Ninguém merece ficar enclausurado por tanto tempo, a vida é tão alegre, tão colorida, por isso é muito bom voltar”, diz Devanilda de Alencar Ferreira, mãe de aluna do 3º ano.
E o bingo?! Ah, o bingo…teve até sorteio de uma diária em um hotel cinco estrelas. E o melhor: a festa aconteceu na véspera do Dia dos Namorados. Imagina se o prêmio não foi desejado por todos que estavam participando! A contadora Rita Torres, mãe do Rafael, aluno do 7º ano, foi a vencedora. Ela garantiu que ia aproveitar a prêmio. O filho não perdeu tempo: “eu vou junto”! (Risos)
Em meio a toda essa curtição, ao final de cada performance das classes, do outro lado do ginásio, as delícias gastronômicas atraíam o público. Tudo preparado com muito carinho e organização para que não houvesse muito tempo de espera em filas.
Um pouco mais adiante, próximo à pista de Atletismo, era possível ver famílias inteiras conversando no parque e se divertindo com seus filhos, que brincavam como se fosse a primeira vez. No campo de futebol, grupos de crianças brincando em círculo, jovens batendo bola, outros jogando boomerang – um cenário de pura alegria! Imagens normais para um evento como esse, não fossem os dois anos de isolamento social pelo qual todos nós passamos.
E para finalizar, a famosa apresentação dos adolescentes do Ensino Médio, que arrancaram risos da plateia com suas performances teatrais, muito humor e crítica social, além da quadrilha e do tradicional casório que não poderiam faltar.
Foi uma festa e tanto!! Que venha 2023!!