A escola é feita de encontros que marcam. Alguns deixam saudade, outros deixam cicatrizes. Bullying acontece quando a gente esquece que o outro é um igual. Nosso projeto é pra mudar isso. Vamos construir cartazes juntos pra dizer: respeito é regra aqui. Topa fazer parte? Escola boa é escola sem bullying.
Professor Pedro Moisés de Carvalho do 7º ano.
A escola é um espaço privilegiado para os que procuram conhecer e deixar-se conhecer. Da época escolar, muitas lembranças nos acompanham ao longo da vida e, de certa forma, deixam a sua marca naquilo que somos. Não há como esquecer da professora ou do professor que, pela sua capacidade profissional, gentileza ou outra qualidade, cruzou nosso caminho deixando saudades. E como não falar daqueles amigos de turma que compartilharam conosco tantos momentos marcantes? Há quem jure que se recorda inclusive do diretor, da coordenadora ou da tia do corredor, do pátio ou da cantina. Vidas compartilhadas marcam para a vida toda.
Mas e quando a experiência de vida não é boa? E quando essas experiências deixam cicatrizes? Os efeitos também perduram ao longo do tempo, pois vida que encontra vida e machuca, sempre desfigura. Essa é a raiz, por exemplo, do bullying. Quem pratica não se vê na dor do outro, pois a violência que caracteriza esse tipo de encontro faz com que vejamos o outro como um outro e nunca como um semelhante. Ora, isso explica por que tantas crianças, adolescentes e jovens passam a ver a escola como um lugar estranho.
Se a escola é, como afirmado anteriormente, espaço para conhecer e deixar-se conhecer, à medida em que ela se converte em território ocupado por dissemelhantes, relações pautadas na empatia e no respeito tornam-se estranhas ou coisa rara de se ver. Precisamos substituir o bullying por relações estabelecidas à luz do respeito.
É preciso se reconhecer no espaço escolar, ao interagir com os demais. Pensando nisso, resolvemos desenvolver um projeto voltado para o combate ao bullying, através da elaboração de cartazes construídos coletivamente pelos alunos que reafirmam a vontade de qualificar nossas relações, permitindo que nos vejamos novamente como iguais.























