Estudantes do 4º ano do Colégio Santa Maria participaram de uma experiência de inserção social ao visitarem o CEI CrêSer, vivenciando na prática valores como empatia, partilha e cuidado com o outro em uma atividade marcada por afeto, troca e significado.
Autoria: Renata Ferrari – Professora do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Santa Maria.
Que os nossos olhos alcancem todas as realidades! Este é, talvez, um dos maiores desafios da educação contemporânea. Em um mundo marcado por distâncias sociais, culturais e econômicas, educar vai além da transmissão de objetos de conhecimento. Significa formar sujeitos capazes de propagar justiça, acolher as diferenças, agir em prol do outro e reconhecer, nas semelhanças humanas, pontes que nos aproximam.
É nesse horizonte que a proposta de inserção social do Colégio Santa Maria se concretiza como um cenário vivo de conhecimento, ação e fé. Mais do que um projeto pedagógico, trata-se de uma experiência formativa que convida os estudantes a saírem de si mesmos para encontrarem o outro, não como um estranho, mas como semelhante.
No dia 30 de março, os estudantes do 4º ano vivenciaram, de maneira concreta, essa proposta ao visitarem o Centro de Educação Infantil (CEI) CrêSer. O encontro foi marcado por uma experiência simples e, ao mesmo tempo, profundamente significativa, o exercício do afeto gratuito. Nada além da doação estava em jogo e talvez resida aí a maior potência do momento.
Durante a visita, os estudantes conheceram o espaço, admiraram as atividades expostas e se encantaram com o cotidiano da instituição. Em seguida, propuseram uma dinâmica criativa, na qual o fazer coletivo se transformou em uma linguagem de aproximação. A entrega das doações — bombons e lenços umedecidos — simbolizou não apenas um gesto material, mas um compromisso com o cuidado e a atenção ao outro.
A partir desse instante, tudo se transformou em partilha. Olhos se cruzavam em busca de apoio diante de desafios simples de um desenho guiado; mãos pequenas se encontravam para conduzir movimentos ainda inseguros sobre formas “malucas” que janelas e portas teriam que ter; sorrisos surgiam como expressão genuína de gratidão e acolhimento por toda a ajuda dispensada. Cada gesto, por mais singelo que fosse, revelava a força de uma aprendizagem que não se mede em habilidades somente, mas em humanidade.
Ao final da experiência, não foram apenas as crianças do CEI que receberam, os estudantes do Colégio Santa Maria também saíram preenchidos.
Preenchidos de sentido, de empatia, de propósito. Compreenderam, na prática, que fazemos diferença quando agimos em nome do amor ao próximo e dos valores que sustentam a palavra de Deus.
Educar, portanto, é também criar oportunidades de encontro. É permitir que os estudantes enxerguem além de seus próprios contextos e se reconheçam como agentes de transformação e esperança.
*Imagem em destaque meramente ilustrativa.















