Educação em Pauta, Linguagens

Criando arte por meio da observação da natureza

Unindo Arte e Ciências, os estudantes do 6º ano desenvolveram o projeto Entre Flores, Folhas e Formas: Arte, Ciência e Olhar Feminino, um percurso interdisciplinar inspirado na artista Beatriz Milhazes que investigou como elementos da natureza podem se transformar em linguagem artística, explorando observação científica, experimentação criativa e a potência do olhar feminino na arte.

Autoria: Beatriz Pontes Araújo – Professora de Ciências e Raquel Romero Guirado – Professora de Arte.

E se observar a natureza com atenção pudesse nos ensinar novas formas de ver, pensar e criar arte? Foi a partir dessa provocação que nasceu o projeto Entre Flores, Folhas e Formas: Arte, Ciência e Olhar Feminino, desenvolvido pelos estudantes do 6º ano do Colégio Santa Maria, em um percurso interdisciplinar que integrou as áreas de Arte e Ciências. A proposta também dialoga com o Dia Internacional da Mulher, convidando os alunos a refletirem sobre a presença e a potência do olhar feminino na arte contemporânea.

Inspirados pela obra da artista brasileira Beatriz Milhazes, reconhecida internacionalmente por suas composições vibrantes, repletas de cores intensas, formas geométricas, padrões orgânicos e referências à flora, os alunos iniciaram uma investigação sobre como a natureza pode se transformar em linguagem artística.

O percurso começou com a observação de obras e referências visuais, permitindo que os estudantes identificassem elementos recorrentes na produção da artista, como círculos, ritmos visuais, sobreposições, folhagens e padrões inspirados na natureza.

Em seguida, o projeto se expandiu para o campo científico. Nas aulas de Ciências, os alunos tiveram contato direto com folhas, flores e diferentes estruturas naturais, realizando exercícios de observação e análise. O uso do laboratório e de instrumentos de ampliação possibilitou perceber detalhes que muitas vezes passam despercebidos do olhar cotidiano — nervuras, texturas, formas e padrões presentes nas estruturas vegetais.

Essas descobertas alimentaram o processo criativo nas aulas de Arte. A partir das observações realizadas, os estudantes passaram a explorar formas geométricas e orgânicas, trabalhar com silhuetas, colagens, texturas, cores vibrantes e diferentes materialidades, desenvolvendo composições autorais que ocupassem o espaço da folha com intencionalidade e ritmo visual.

Mais do que produzir um resultado, o projeto valorizou o processo artístico, marcado por experimentação, escolhas, tentativas e descobertas. As obras resultantes desse percurso deram origem a uma exposição no Santa Maria, compondo uma mostra que celebrou, tanto o aprendizado interdisciplinar, quanto a potência criativa presente no trabalho dos estudantes.

Ao dialogar com o Dia Internacional da Mulher, a exposição também destacou a importância de artistas mulheres que transformam suas percepções do mundo em linguagem visual. Assim como na obra de Beatriz Milhazes, natureza, cor e forma se entrelaçam, revelando a potência criativa presente na observação sensível da realidade.

Entre flores, folhas e formas, ciência e arte se encontram; e os estudantes nos mostram que observar também é um ato de criação, e que o conhecimento pode florescer quando diferentes áreas se unem para investigar o mundo ao nosso redor.

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