Atividade Física

Experiências Pedagógicas com o Atletismo

Do mito de Fidípides às práticas em aula, o atletismo no 7º ano ganha sentido ao unir corridas de velocidade e resistência, uso de smartwatch para análise de pace e reflexões sobre desempenho, saúde e democratização do acesso à corrida.

 Autoria: João Paulo de Almeida Freitas – Professor de Educação Física – 7º ano

O ano era 490 a.C., um soldado grego chamado Fidípides corre 40km da planície de Maratona  à Atenas (Grécia) para comunicar a vitória dos gregos no confronto com os persas. Esta é a lenda que tenta explicar a origem das provas de Maratona no atletismo. Historiadores contrapõem essa narrativa relatando que Fidípides na verdade correu 250km de Atenas até Esparta para pedir ajuda, pois o poderoso exército imperial persa ameaçava invadir a Grécia.

Independentemente da veracidade dessas versões, o atletismo é reconhecido como uma das manifestações esportivas mais antigas da humanidade, reunindo práticas corporais fundamentais como correr, saltar e lançar. Entre essas manifestações, as corridas ocupam lugar de destaque por sua simplicidade e pelo profundo significado histórico e cultural que carregam.

Nesse contexto, os estudantes do 7º ano do Colégio Santa Maria foram convidados a tematizar as corridas de velocidade e resistência. O trabalho foi concebido para que os alunos compreendessem o contexto histórico e cultural da maratona, para que eles refletissem sobre o acesso e a democratização da corrida de rua como exercício físico, e experimentassem as corridas de velocidade e de resistência, identificando as respostas sensoriais promovidas pela vivência.

Como atividade didática promovemos a vivência de exercícios coordenativos de corrida com o intuito de ressaltar a importância da coordenação dos braços e das pernas nas corridas de velocidade. Ao experimentar esse tipo de corrida, os estudantes foram provocados a pensar se atletas de grande estatura podem obter alguma vantagem na realização dessas provas.

Já com as vivências das corridas de resistência, recorremos ao uso tecnológico de smartwatches para auxiliar no entendimento do conceito de pace (ritmo médio de minutos/quilômetros). Dessa forma, as turmas foram convidadas a sustentar a corrida em intensidade baixa com dois estudantes monitorando os dados de tempo e distância obtidos pelo grupo. O pace médio das turmas variou entre 7min30s e 8min30s. Compartilhamos com os alunos os recordes mundiais atuais obtidos nas meias-maratonas (2min43s/km) e maratona (2min51s/km) para que eles pudessem dimensionar as diferenças entre o amadorismo e a alta performance.

Concluímos a atividade estimulando os estudantes a refletirem sobre a ocupação dos espaços públicos e a democratização do acesso às corridas de rua, reconhecendo essas práticas como oportunidades de participação social, promoção da saúde e ampliação do acesso ao esporte.

*Imagem em destaque meramente ilustrativa.

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